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SP-Arte 2022

SP-Arte 2022

Em 2022, Anita Schwartz Galeria de Arte apresenta na SP Arte uma seleção de artistas – representados, convidados e do seu acervo – que exploram os múltiplos diálogos e relações entre a abstração e a figuração, as representações do corpo e suas transgressões. Tempo e matéria são os elementos marcantes nessa seleção de obras de arte atemporais, que transcendem os entrecruzamentos potentes das formas e cores, para uma poética do espaço e das coexistências.

Dos artistas que participam dessa edição, obras de Lenora de Barros, Rodrigo Braga, Nuno Ramos, Farnese de Andrade, Gabriela Machado e Liana Nigri estarão presentes no Stand. Lenora de Barros, dedica-se à poesia visual, articulando linguagens através do vídeo, da performance, da fotografia, da instalação sonora e de objetos. Na obra Mão Dupla, Lenora retratou uma foto-performance de suas mãos, usando máscaras de cerâmica. As fotografias são expostas conjuntamente com as máscaras, provocando um jogo de sentidos entre índices e metalinguagem.

A obra de Rodrigo Braga, Mãos em preto e branco, da série Ponto Zero, constrói narrativas ao redor das preocupações sobre a contraditória relação entre a espécie humana e o meio ambiente. Rodrigo apresenta a pedra como origem e possibilidade de retorno do homem ao seu ponto zero; um retorno à nossa origem selvagem, aos nossos arquétipos animais.

Nuno Ramos utiliza elementos dissonantes na construção de seus trabalhos, que como campos ativos, reflexionam a aderência às contradições do mundo, perturbando assim a inércia do cotidiano.

“Na verdade, talvez pudesse caracterizar meu trabalho como uma tentativa obsessiva para surpreender essa transformação da matéria em sentido, ou da paisagem em grito.” Nuno Ramos 

A singularidade da obra de Farnese de Andrade reside na carga afetiva criada pela presença de objetos antigos, coletados pelo artista, e reformulados em assemblagens e esculturas. De uma coleção da intimidade, o artista realiza uma colagem de tempos, remetendo ao passado que não mais nos pertence mas que ainda paira sobre o presente.

Gabriela Machado apresenta pinturas marcadas por gestualidades e cores vivas. Em seu trabalho, o diálogo entre a linha do braço e a linha desenhada exigem do corpo o movimento de projetar-se, o que reflete a construção da imagem através de uma poética do espaço.

Por meio de uma pesquisa sobre a presença do corpo feminino, Liana Nigri produz esculturas que eternizam as marcas do corpo de mulheres, como traços do tempo, das experiências, e também de seus traumas. O ato de gravação direto do corpo sobre o barro ganha um valor ritualístico; o barro é entendido pela artista como um corpo em si, que no encontro com outros corpos de mulheres, promove o processo de feitura de cada obra, onde os vetores de força e resistência das duas matérias juntas são capazes de gerar uma terceira forma desconhecida.

Serviço:
SP-Arte 2022

Stand G11
06 a 10 de março

Pavilhão da Bienal | Parque Ibirapuera (portão 3)