Notícias


Feiras

Uéslei Fagundes

+ Infos sobre Artista

Uéslei Fagundes

Uéslei Fagundes

Uéslei Fagundes

1987, Novo Hamburgo, RS, Brasil. Vive e trabalha em Novo Hamburgo, RS, Brasil.

 

Uéslei Fagundes é mestrando em Poéticas Visuais pela UFRGS. Participou de exposições nacionais e internacionais como: 'A Rotina das Paredes' na Galeria Contempo - SP (2025), Salão de Artes Visuais de Vinhedo - SP (2025), Pintura: Permeabilidades Imaginativas no MALG de Pelotas - RS (2025), 28ª Salão Anapolino de Arte - GO (2024), 21º Salão Nacional de Arte de Jataí - GO (2024), 53º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba - SP (2024), 24º Salão de Artes Plásticas da CMPA em Porto Alegre (2024), Works on Paper 3, 5 e 7 na Blue Shop Gallery em Londres, (2021/23/25), entre outros.

Foi a partir da maior enchente da história do Rio Grande do Sul, em maio de 2024, que Fagundes passou a desenvolver um olhar mais sensível para as madeiras em situação de descarte. Pilhas de restos de madeira eram facilmente encontradas em vielas e terrenos baldios, especialmente nas áreas mais afetadas. Considerando que esse material se integrou à paisagem local, ele começou a utilizá-lo com frequência em seu trabalho. Nesse sentido, grande parte de sua pesquisa é voltada para a representação do cotidiano através da pintura, em que os suportes produzidos a partir de madeiras coletadas subsidiam a criação de um vocabulário pictórico distinto, velando e revelando cenas deslocadas entre as frestas das ripas precariamente alinhadas. Muitas vezes, até mesmo os grampos enferrujados são mantidos, deixando vestígios de sua origem e da passagem do tempo implicada.

“Ao transformar madeiras de sobras em superfície, cria pequenos espaços que oscilam entre a sua lógica interna e a sua relação com a totalidade desses materiais reunidos. Cada madeira carrega um percurso, mas se firma enquanto elemento de uma composição que só se completa ao passo em que estão todas ajuntadas – como se, para existir, precisasse ser sustentada pelo conjunto inteiro. O esforço [...] por distribuir o peso visual lateralmente das imagens ou de quebrá-las pelas divisões do próprio suporte, encaminha Uéslei a uma contenção progressiva das possibilidades de separação entre o que é uma coisa e o que é outra. Não existe, portanto, um espaço fechado, mas zonas de passagem que acabam formando linhas pelas próprias lacunas entre um toco e outro. O que vemos, enfim, é sempre um entre: entre o dentro e o fora, entre o que há e o que foi, entre frente e trás etc etc. O espaço privado só não vive uma identidade com o mundo por ser vértice dele. Não sem razão que uma cena e outra - apesar de distintas - façam-se tão próximas quanto uma imagem em relação ao seu entorno abstrato ou um gato e a mesa em que repousa.” afirma o curador Gabriel San Martin.

Download CV
  • Biografia
  • Compartilhar