Ana Coutinho
Ana Coutinho
Ana Coutinho
1983, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Vive e trabalha no Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Ana Coutinho é artista visual, mestre em Communication Design pela Central Saint Martins, em Londres, onde foi bolsista do British Council, e graduada em Comunicação Visual pela PUC-Rio. Sua formação se expande por instituições como Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Instituto Tomie Ohtake, Escola de Belas Artes de São Paulo e School of Visual Arts (Nova York), além de residências artísticas no Brasil e na Europa.
Sua prática transita entre a pintura abstrata e investigações sobre tempo, espaço e sonoridade, tensionando elementos do modernismo brasileiro com experimentações contemporâneas em diferentes suportes. Em sua pesquisa, a artista desenvolve uma abordagem sensível e corporal do tempo — compreendido não como linha reta, mas como fluxo, dobra e espiral. Através da materialidade da pintura e de sua expansão para instalações e colaborações interdisciplinares, Ana constrói espaços de reverberação, onde os gestos do corpo e da cor criam atmosferas imersivas de contemplação e presença.
Em 2025, tornou-se a primeira artista visual residente da Orquestra Sinfônica Brasileira, criando Movimentos Espirais, uma instalação pictórica em diálogo com a Sinfonia nº 7 de Anton Bruckner, apresentada na Grande Sala da Cidade das Artes (RJ). Ainda no mesmo ano, realizou a Ocupação Lower East Side na Visionary Projects NYC, com obras inéditas desenvolvidas a partir de projeções e paisagens sonoras da cidade de Nova York, em parceria com o MOV Festival.
Entre suas exposições recentes, destacam-se Vasos Condutores do Tempo (2024), com curadoria de Keyna Eleison, Reimagined Realities (Barcelona, 2023), Signs Point to Yes (Lisboa, 2023) e sua participação na ArtRio com o Instituto das Artistas Latinas.
Ana também tem trajetória consolidada no universo da criação visual, tendo atuado por quase uma década como print designer em ateliês de moda e design em São Paulo, Nova York e Londres, colaborando com marcas como Alexander McQueen, Donna Karan e Calvin Klein.
Sua produção recente tem se expandido para obras de grande escala, instalações imersivas e colaborações com outras linguagens como a música, o vídeo e a performance, sem abandonar a centralidade da pintura como campo de presença, gesto e pensamento.